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Gestão do Conhecimento: medindo ROI através das Lições Aprendidas

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Sabe aquelas situações em que determinada rotina ou atividade de trabalho ficou prejudicada porque o funcionário “responsável” tinha faltado ou estava de férias, e nada estava documentado? “Ih, isso tem que ser com Fulano.” Pior é quando você descobre que o Fulano agora é um ex-funcionário e saiu brigado do grupo. E não se trata apenas de rotinas administrativas, não. Isto é muito comum, por exemplo, em desenvolvimento de software. “Ih, essa parte foi Sicrano quem fez… só ele que sabe mexer.” São os chamados conhecimentos tácitos, que ficam confinados à cabeça de algumas pessoas.

Falando sobre outro tipo de conhecimento, é provável que já tenha vivenciado várias experiências positivas — que representam oportunidades concretas de aumento de receitas ou de redução de custos — serem mal aproveitadas nas empresas. Pense em quantas situações você já viu alguma coisa ser feita de forma diferente e dar certo. Várias, correto? Agora, pense em quantas dessas situações geraram mudanças de rotinas, processos e procedimentos. Continua pensando? Pois é… é difícil mesmo. A cultura, se é que existe, é de aproveitar experiências negativas para melhorias de processos. Pouco se fala das experiências positivas.

Para resolver esses e outros problemas, entra em cena a Gestão do Conhecimento. Dentro desse tema, parte fundamental são os programas de Lições Aprendidas.

Lição Aprendida pode ser definida como “um processo de transferência de experiência entre pessoas de uma mesma organização, seja ela uma experiência positiva ou negativa. Uma Lição Aprendida precisa ter um certo grau de ineditismo. Algo que todos já sabem não é uma lição e sim um consenso. Algo que se aprendeu por não ter seguido um procedimento ou padrão também não é uma lição. Padrões e procedimentos foram feitos para serem seguidos e se existe uma lição nisso é ‘Siga o procedimento’.” (Alexandre Bello em Revista Gestão do Conhecimento, edição 06).

A Lição Aprendida, então, é fruto de um resultado diferente do que era esperado. Ora, se já havia um resultado esperado, é bem provável que existisse uma forma de medir se esse resultado foi atingido, ou não. Assim, na grande maioria das vezes, dá para medir os resultados de uma Lição Aprendida. Esse é um aspecto crucial para convencer a alta gestão a investir nas Lições Aprendidas: é possível medir o retorno sobre o investimento.

Vamos ver alguns casos práticos?

Em 2008, prestando serviços para um jornal de São Paulo, tivemos uma Lição Aprendida originada de uma experiência positiva: na 5a. feira, antevéspera da eleição, a área cliente pediu para gerarmos uma tabela das zonas e seções eleitorais. Consultamos os dados fornecidos pelo TRE e vimos que seria possível, porém, dado o prazo, a entrega seria bem no conceito MVP: aplicaríamos um XHTML para gerar um HTML básico, sem layout, formatação, etc. A área topou e conseguiu fazer à parte o tratamento das informações para que elas fossem publicadas nas edições do fim de semana. Com isso, as vendas aumentaram 30% em relação ao histórico de outras eleições. Muito bacana, né?

Ainda sobre eleições, mas falando sobre o mundo digital, também participamos de projetos para a divulgação dos dados de apuração do TRE nas eleições de 2008 e 2010. Nestes casos, todo o aprendizado que ganhamos em 2008 foi utilizado em 2010: tivemos uma reunião formal de passagem de conhecimento entre os analistas para se falar sobre as dificuldades e as experiências positivas. O novo time aproveitou o conhecimento adquirido na experiência anterior, incorporou novos conhecimentos tecnológicos que surgiram durante o período e a apuração de 2010 foi fantástica: no primeiro turno, chegamos a receber uma chamada de um dos principais portais do Brasil para a nossa página, dada a velocidade com que conseguíamos disponibilizar as informações. Resultado para os executivos? Aumento expressivo da audiência do site durante o período da apuração. De novo, aprendizado organizacional convertido em resultados concretos para a empresa. Veja o registro da época no blog da Tecnologia.

Mais recentemente, no Projeto Olímpico, tivemos outra Lição Aprendida a partir de uma experiência positiva. Mudamos de um sprint quinzenal para um sprint semanal, com o objetivo do time ter um aprendizado mais rápido do método, pois era a primeira experiência com Scrum para a maioria dos integrantes. Fixamos a 3a feira como o dia dos ritos (review, retrospectiva e plannings). Tivemos dois resultados positivos não imaginados: primeiro, ficou muito claro que o time passou a ser mais rápido que a definição de requisitos. Com isto, começamos a ter impedimentos nas histórias, que se tornaram evidentes nas reviews, e as definições passaram a ser “puxadas” junto às áreas responsáveis, gerando uma força colaborativa muito boa. O outro resultado foi mais curioso: a 2a feira, tradicionalmente um dia meio chatinho, ganhou outra cara: passou a ser o dia da véspera da entrega e com uma “pegada” bem acima do normal.

Para fechar, duas dicas importantes.

A primeira: Lição Aprendida deve ser capturada enquanto ainda está bem fresca na memória. Evite deixar para registrar semanas ou meses depois, “no final do projeto”. Capture assim que possível. É a sua melhor garantia de aprendizado.

A segunda: outro dia, lendo um post da Annelise Grip, conheci a ferramenta Learning Canvas. Achei bem interessante e fiquei com vontade de experimentá-la. Tem tudo a ver com Lições Aprendidas (com foco em experiências negativas).

Que tal você compartilhar as suas experiências com Lições Aprendidas também?


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Computação Positiva: Bem-estar à frente na relação homem-máquina

Como informamos no último post sobre Negócios Colaborativos, segue aqui a reprodução do artigo completo “Computação Positiva: Bem-estar à frente na relação homem-máquina”, da jornalista Grazieli Gotardoque e que foi capa do recém-publicado Anuário de 2016 da SUCESU-RS.

Ele apresenta este interessante conceito, a Computação Positiva, baseado na obra dos professores da Universidade de Sydney, Austrália, Rafael A. Calvo e Dorian Peters em seu livro Positive Computing – Technology for Wellbeing and Human Potential (MIT Press, 2014).

 

Computação Positiva: Bem-estar à frente na relação homem-máquina

Movimento surgido em 2014 na Austrália defende uma nova era na computação, em que o estudo das emoções positivas seja a base para o desenvolvimento tecnológico, trazendo benefícios psicológicos e sociais

Se uma nova tecnologia não for para melhorar o bem-estar individual, da sociedade ou do planeta, ela deveria existir? Essa é a pergunta feita logo no início do livro Positive Computing – Technology for Wellbeing and Human Potential (MIT Press, 2014), dos professores da Universidade de Sydney, na Austrália, Rafael A. Calvo e Dorian Peters. A obra, com chancela de renomadas instituições norte-americanas e europeias, abriu a discussão no meio acadê- mico sobre uma nova área multidisciplinar que reúne psicologia, economia, educação, neurociência e interação homem-máquina.

Mobilidade, internet das coisas, vestíveis, realidade aumentada e virtual, tudo isso está cada dia mais presente na vida das pessoas. Se, por um lado, a tecnologia encanta porque reduz distâncias, integra e aumenta a produtividade, por outro, pesquisas também indicam o aumento do estresse e da ansiedade no mundo causados pelas novas tecnologias. Este é o desafio da computação positiva, trazer para uma área exata e sempre ávida por números, conceitos de bem-estar.

Termos como emoções positivas, autoconsciência, motivação, empenho, atenção plena, empatia, compaixão e altruísmo estão presentes nos estudos em computação positiva. “Estamos gradualmente deixando para trás o forte impulso pela produtividade e eficiência que caracterizou o início da computação e amadurecendo para uma nova era em que as pessoas exigem que a tecnologia contribua para seu bem-estar, bem como com algum tipo de ganho social”, afirmam os autores. Calvo destaca o desafio dos profissionais de tecnologia, em especial desenvolvedores de software e engenheiros, pois basta ele mencionar conceitos como bem-estar e felicidade em suas palestras para observar algumas “expressões de estranhamento” ou receber “provocações acadêmicas”.

O objetivo é que, além de atuar em aspectos emocionais, a tecnologia contribua para melhoria da experiência do usuário de modo geral, o que, para os autores, é inevitável no momento tecnológico. Alguns dados comprovam. Em 2016, quase 3,5 bilhões de pessoas (46% da população mundial) têm acesso à internet (internetlivestats) e 4,5 bilhões têm smartphones (statista.com). A tecnologia é interativa e onipresente.

No caminho da psicologia positiva

A psicologia positiva é a “estrada que pavimenta” a computação positiva, como citam Calvo e Dorian no livro. Igualmente novo, o movimento surgiu oficialmente nos Estados Unidos, na década de 1990, a partir da iniciativa de Martin E. P. Seligman, psicólogo e professor da Universidade da Pensilvânia. Na psicologia positiva, a prioridade é o estudo das emoções positivas e de fatores que levam as pessoas a ter mais felicidade, em detrimento das patologias. São três pilares: emoções positivas, traços positivos e estudo das instituições positivas (democracia, liberdade, família).

Apesar de os estudos sobre qualidade de vida e felicidade não serem algo novo, pois são feitos desde a década de 1970 gerando índices como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), apenas nos últimos anos a tecnologia permite a medição de aspectos subjetivos e em tempo real. Ao ser perguntado se a humanidade está mais feliz atualmente do que há 20 anos, quando havia bem menos tecnologia à disposição, o professor Seligman é lacônico: “Pouca mudança”. Por isso, para ele, a política da próxima década será o bem-estar antes da produtividade e a tecnologia é a ferramenta para “medir o bem-estar em tempo real e realizar intervenções adequadas em tempo real”.

É o que explica Claudia Hofheinz Giacomoni, Coordenadora do Núcleo de Estudos em Psicologia Positiva (NEPP), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “O que determina a interpretação do conceito de bem-estar e felicidade são aspectos subjetivos, cognitivos e emocionais. Porque tudo depende do uso e da interpretação que o sujeito vai fazer da situação”, afirma. Ela complementa que aspectos como a personalidade do indivíduo e a adaptação ao ambiente também são importantes. A tecnologia agora pode ajudar a compreender melhor a experiência emocional das pessoas através de análise de textos, expressão facial, fisiologia, interação e análises comportamentais.

 


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Negócios Colaborativos e uma Sociedade mais Próspera

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Mais um artigo interessante que reproduzimos aqui no Bússola Digital. Ele trata da “Computação Positiva” e foi capa do Anuário de 2016 da SUCESU-RS, que acaba de ser publicado e foi escrito pela jornalista Grazieli Gotardo da Reverso Comunicação.

Na verdade, destacamos a parte do texto sobre “Negócios Colaborativos e uma Sociedade mais Próspera”, onde são apresentados dois rápidos cases: o ZEHNK (ferramenta para gestão do trabalho colaborativo), que já foi referenciado no post anterior, e o Mundo Prateado, uma linda iniciativa de duas corajosas empreendedoras.

No próximo post, porém, reproduziremos o artigo completo que trata da “Computação Positiva: Bem-estar à frente na relação homem-máquina”, para conhecermos mais sobre este conceito.

 

Negócios colaborativos e uma sociedade mais próspera

Inserir o bem-estar na estratégia da empresa, no escopo dos projetos, no treinamento dos colaboradores e como benefício para o cliente. Este é o desafio dos empreendedores, em especial na área de tecnologia. Porém, uma rápida pesquisa no Google com o termo computação positiva em português mostra que o conceito não encontra referências no Brasil, nem acadêmicas, nem no mercado corporativo.

Alguns empreendedores, no entanto, já estão atentos. É o caso de André Monclaro Fleury, fundador da Zehnk Technology do Brasil. “Na verdade, o aplico muito antes de conhecer. A falta de soluções corporativas que colocassem o usuário em primeiro plano foi o principal motivo de criarmos a Zehnk. Eu e meus sócios temos mais de 25 anos de mercado e tínhamos isso em mente, que não existem soluções que melhorem a vida de quem trabalha, que, através do uso delas, as pessoas consigam ser mais livres, mais felizes”, conta.

O Zehnk é um sistema que fomenta o trabalho colaborativo, um aplicativo web e em que todos precisam trabalhar juntos para resolver um problema. Por isso, Fleury acredita totalmente na aplicação da computação positiva nos negócios. “Nosso time não tem meta de produtividade. Toda semana cada um olha o que temos de trabalho planejado e decide quanto daquilo está disposto a fazer. E isso é sensacional”, exalta.

Outro exemplo de negócio que já nasceu pensando no bem-estar é a startup social Mundo Prateado, plataforma que reúne informações, serviços e produtos com foco na população acima dos 60 anos. “Como o Mundo Prateado visa promover o bem-estar ou o bem viver dos idosos e seus familiares, a aplicação dos conceitos da psicologia e da computação positiva é inerente ao negócio. O movimento por trás do Mundo Prateado é a recriação da cultura de respeito ao idoso e da rede social que o deve apoiar, assegurando relacionamentos, engajamentos, propósitos, enfim, uma vida social positiva”, explica Marta Pessoa, sócia, que esteve em São Francisco (EUA), em outubro, para apresentar o projeto, o qual foi selecionado por uma busca global de startups sociais.

 


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Organizando o Trabalho Colaborativo

Reproduzo, abaixo, o artigo “Organizando o trabalho colaborativo” publicado no Projeto #Colabora pelo jornalista Nelson Vasconcelos. Ele traz uma tendência que começa a tomar forma também no Brasil, com ferramentas de apoio ao trabalho colaborativo para equipes de todos os portes e que querem se organizar e se comunicar melhor. Este conceito vem ganhando uma nova categoria definida pelo Gartner: o CWM, Collaborative Work Management.

O artigo mostra também um pouco da nossa experiência em uma iniciativa muito bacana no mundo das startups, através da criação de uma ferramenta de CWM, o Zehnk.

Obs.: Conheça também o Manifesto do Trabalho Colaborativo.

Veja o artigo do Nelson:

Novos softwares ajudam empreendedores a ganhar eficiência

A facilidade da comunicação via internet ajuda a sustentar a crescente onda do trabalho colaborativo – e nada indica que ele vai perder sua força. Mas, tocado de forma colaborativa ou não, não esqueçamos que todo projeto sério precisa de muitas discussões, testes, revisões etc. E a documentação gerada ao longo desses processos costuma ser gigante. É justamente para evitar o caos nesse segmento que começam a surgir softwares para a gestão de trabalho colaborativo – também chamados de CWM (de Collaborative Work Management).

Queremos evitar a dispersão dos dados e a perda de tempo (e produtividade) na sua busca.

Claudio Barizon – Diretor da Zehnk

 

O principal objetivo desses programas é concentrar numa mesma plataforma todas as trocas de informação entre os diversos colaboradores de um mesmo projeto. Imagine, por exemplo, quantas mensagens via e-mail, WhatsApp, Messenger etc são trocadas durante a execução de um mesmo projeto na área de educação. Organizar tudo isso, priorizando os insights positivos, é uma tarefa difícil e delicada.

– Queremos evitar a dispersão dos dados e a perda de tempo (e produtividade) na sua busca – diz Claudio Barizon, diretor da Zehnk, ferramenta de CWM que entrou em operação em setembro de 2016 e rapidamente encontrou um público interessado no assunto.

De fato, é um mercado promissor. Barizon calcula que ele pode chegar a dois bilhões de pessoas nos próximos anos. Não por acaso, muitos desenvolvedores de softwares já estão oferecendo suas soluções. É o caso das americanas Clarizen, Redbooth, Wrike, Planview e Asana, entre outras tantas. São softwares semelhantes entre si, mas não exatamente fáceis de serem operados.

Já a brasileira Zehnk, diz Barizon, está mirando num público mais amplo, que não tem muita intimidade com a tecnologia. Taí uma boa ideia. Com muita frequência, softwares de gerenciamento corporativo exigem o reforço de um profissional qualificado. No entanto, nem todas as empresas contam com esse tipo de colaborador em suas equipes ou têm recursos para contratá-los. Franquear o livre acesso a todas as áreas do projeto também é uma das características dos softwares de CWM, respeitando a lógica dos projetos colaborativos, que não costumam ter hierarquias rígidas na sua organização. A comunicação entre as partes tem que ser ampla, geral e irrestrita, e é assim que esses programas funcionam.

O conceito de ferramentas de CWM é muito novo e certamente vai ganhar terreno não só entre os projetos colaborativos, mas também entre empresas mais tradicionais e que tenham equipes reduzidas. E diria ainda que as ferramentas de CWM podem ser usadas até mesmo para administrar projetos domésticos, como as próximas férias, ou as grandes festas de família – esses eventos que exigem um planejamento e muita paciência, como bem sabemos. Mas aí é outra história.


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SAP e Kanban: um Case Pioneiro no Brasil

A operação de um SAP ou outro sistema integrado de gestão empresarial (ERP) naturalmente envolve solicitações de diferentes áreas clientes para centros de serviços compartilhados (ou centros de competências). O processo de desenvolvimento das soluções é normalmente formado por etapas bem demarcadas, com diferentes interessados e participantes. Tem caráter multidisciplinar e costuma conviver com frases nada agradáveis como:

“O problema é que o desenvolvimento é lento e há poucos desenvolvedores!”

“O problema é na definição dos requisitos!”

“Depois de pronto, o cliente demora muito a testar!”

Em algumas empresas, as áreas possuem multiplicadores, usuários-chave, ou até mesmo equipes dedicadas a configurar o negócio na plataforma. Se, por um lado, isto traz agilidade, pode trazer dificuldades também. O nível de autonomia de atuação de um demandante, justificado pela sua urgência e pela necessidade de atender regras específicas, pode gerar duplicação de soluções (devido a falta de sinergias e reusos) e um nível de customização que cobrará seu preço no custo de manutenção e de atualizações. O negócio cria, sem saber, uma grande dívida técnica.

Estabelecer um processo conhecido por todos os participantes e adotar práticas de governança não é nada fácil, mas muito necessário. Os obstáculos são os mais diversos, a começar pelo interesse de independência dos diferentes demandantes. Além de métodos e ferramentas, será necessário habilidade, pragmatismo e coragem para que o CIO possa manter uma plataforma que não se torne um peso no custo do negócio e um elo fraco no value stream. Sim, um elo fraco, pois não conhecer e demonstrar bem essa cadeia de valor com sua importância e necessidades resultará em vários problemas como:

  • dificuldades de coordenação estratégica para os times;
  • dificuldade de capacitar os profissionais;
  • alto turn-over;
  • dependência técnica de alguns profissionais (real ou assim percebida pela companhia);
  • dificuldade de identificar e gerir a capacidade do time;
  • falta de lead-times conhecidos;
  • falta de padrões;
  • dificuldade para melhorar processos;
  • feudos de poder.

Em paralelo, as empresas enfrentam o desafio da necessidade de diversificar o portfólio de produtos para atender um mercado cada vez mais segmentado – as plataformas e seus processos precisam ser ágeis e flexíveis. Afinal, foi para isso que criamos os centros de serviços compartilhados, não é mesmo?

Tudo isso somado e temos o maior dos pesadelos para a Tecnologia: gerar a percepção de ser um empecilho às necessidades do negócio.

Vamos descrever um caso pioneiro no Brasil, que foi tema de apresentação na ASUG (Americas’ SAP Users’ Group): como a utilização de práticas ágeis do Kanban e Scrum em um Centro de Serviços Compartilhados do SAP trouxe bons resultados num cenário complexo de uma grande empresa, que exigiu ações combinadas e reorganizações estruturais.

Este caso ocorreu em um momento onde equipes multidisciplinares começariam a trabalhar juntas. Era preciso formar um time único e a jornada passaria de buscar entender o processo atual a ter indicadores definidos. Uma premissa era não fazer a gestão através de cronogramas e atividades. A meta era construir um time em torno de um objetivo único de criar um processo de gestão das solicitações.
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Na etapa inicial, a própria equipe do Centro de Serviços Compartilhados fez um levantamento do processo de trabalho: o propósito do time, quem eram os envolvidos, o que cada um está fazendo, os limites de até onde ia o trabalho, etc. Com isto, geramos a primeira versão do quadro Kanban. Foi o início da gestão visual e tivemos resultados imediatos: visualização gráfica do sistema, classificação de demandas e definição dos estados iniciais de trabalho.

Para criar um espaço de discussão e aprendizado, havia as daily meetings — encontro rápido diário onde se trocava status das solicitações atuais e das metas diárias. A métrica inicial era o fluxo acumulado — quantidade de demanda por estado.

Com o alinhamento básico do time concluído, já era possível inserir novos conceitos. Antes, era preciso classificar bem as solicitações de acordo com o valor que agregavam ao negócio e aprender a quebrar o objetivo desejado em histórias menores — conceito fundamental para dar agilidade ao sistema. O time passou a identificar o que era “Evolução” e o que era “Produção”.

Após novas discussões, o quadro Kanban passou a representar a limitação da capacidade de cada etapa do processo e o conceito de que as atividades só podem ser “puxadas” se houver “vaga” para realizá-las. Resultado: alinhamento de expectativas de prazos e entregas.

Além de políticas de trabalho, ferramentas como User Story Cards, avatares e novos ritos (planning e reviews) foram introduzidos. A participação dos clientes foi fundamental e ocorreu principalmente nos plannings, onde se realiza a quebra das histórias e definição de critérios de aceite, e nos reviews, onde se apresenta as entregas.

A próxima etapa do time foi inserir a “Retrospectiva” nos seus ritos. Neste estágio, o próprio time definia o que começar, parar ou continuar a fazer para evoluir seu processo, além de conhecer o seu lead-time.

Como resultados da adoção dessas práticas, destacamos:

Identificação de Valor e Priorização

A participação ativa do cliente e a quebra de histórias fez com que as funcionalidades que mais adicionavam valor ao negócio fossem feitas primeiras, da forma mais simples e ágil possível. Tudo com transparência e consenso entre os vários demandantes.

Paradigmas Mudam

O ambiente mais participativo e as políticas de trabalho, além de promoverem uma melhor gestão do conhecimento, quebram feudos de poder e promovem uma verdadeira reorganização espontânea. Tempo ocioso não é para ser ocupado necessariamente com solicitações, mas pode ser usado para melhorar o seu processo interno – há que se afiar o machado!

Mitos Caem

A gestão visual e os ritos ajudaram a constatar que o “gargalo” não era o desenvolvimento (testemunhamos arrependimento de quem o culpava).

Redução de Estoque

Eliminamos em muito a quantidade de código que se gerava sem um teste sequer e que era, muitas vezes, abandonado.

Otimização do Processo

Novamente a gestão visual, os ritos e as políticas de trabalho promovem uma padronização do processo permitindo sua melhoria contínua.

Por fim, longe de definir fórmulas, o objetivo foi compartilhar o quanto buscar um modelo lean de trabalho com conceitos simples pode ser muito eficaz para tratar questões da nossa era do conhecimento, com resultados concretos para os negócios.


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Um Café com a Marta do Mundo Prateado

Saiu neste Domingo, 18/09, na coluna do Mauro Ventura em O Globo, um papo bem legal com a Marta Pessoa. A Marta, junto com a Maristela Velloso, é a idealizadora do Mundo Prateado, um Portal de conteúdo e serviços voltado para as pessoas da terceira-idade (e simpatizantes, como ela mesma gosta de falar).

aging

Na matéria, ela conta as sua motivações para ter dado início a esta bela iniciativa e fala sobre a seleção da startup como uma das finalistas do Aging2.0, maior evento do mundo focado em empreendedorismo digital para a terceira idade.

Leiam aqui o artigo e conheçam melhor esta linda história.

A ViaDigital tem o maior orgulho em participar desta iniciativa, apioando Marta e Maristela a construírem este mundo prateado digital. Já tínhamos falado um pouquinho dele no nosso blog

Mundo Prateado2

A propósito, para quem quiser oferecer algum serviço ou conhece quem queira, as Páginas Prateadas é o Guia de produtos, serviços e profissionais envolvidos na melhoria da qualidade de vida de idosos e familiares do Mundo Prateado e o cadastramento e gratuito. Clique aqui para fazer o cadastro.


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Todos no mesmo Barco

Outra dica de leitura. Agora não mais relacionada ao esporte. Ao contrário até. Trata-se de um exemplo que vem da área militar. É isso mesmo!

O livro não é muito recente… Ele é de 2006, mas o acho realmente excelente. Seu nome é “Este barco também é seu” (D. Michael Abrashoff, Ed. Cultrix).

Barco

O Capitão Abrashoff conta a sua experiência no comando do navio de guerra USS Benfold. Ele fala dos desafios de transformar toda uma tripulação de baixa produtividade em uma equipe de alta performance, reconhecida por toda a Marinha americana. Seu navio e suas práticas tornaram-se, inclusive, referências de gestão, quebrando alguns paradigmas militares que vem sendo utilizados desde então.

Alguns dos capítulos indicam bem a linha que o capitão segue, que é bastante participativa. Vejam os tópicos abaixo:
– Lidere pelo Exemplo.
– Ouça com o Máximo de Atenção.
– Comunique o Objetivo e o Sentido.
– Crie um Clima de Confiança.
– Busque Resultados, Não Elogios.
– Assuma Riscos Calculados (você e seu time – com autonomia).
– Vá Além do Procedimento Padrão  (para a cultura americana e militar, ainda por cima, isso é uma tremenda quebra de paradigma).
– Prepapre o seu Pessoal.
– Estimule a União.
– Melhore a Qualidade de Vida de seu Pessoal.

A única restrição que faço ao comandante diz respeito a determinadas ações que ele apresentou. Como parte de uma esquadra, senti falta, em alguns momentos, de um alinhamento com os demais capitães. Talvez, em algumas situações, ele tenha criado algumas inimizades por não compartilhar iniciativas previamente, que poderiam ser aplicatas a todos os barcos e não apenas ao seu. Sem dúvida, este é um ponto de atenção, que os líderes precisam tomar cuidado. Afinal de contas, existe um contexto político (junto aos pares, principalmente) que deve ser melhor tratado. Isso evita “sabotagens” e cria um clima de harmonia não apenas dentro do seu time, mas entre as equipes.

Bem, se vocês quiserem uma prévia antes de adquiri-lo, veja/leia as primeiras partes do livro aqui.

Neste vídeo, vocês podem ver o Mike em uma palestra pregando os seus conceitos. Vale conferir. https://www.youtube.com/watch?v=ekbpvkZ1VeA


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Motivação – Um por todos e todos por um!

Motivar é provocar um impulso interno que leva a ação. Para gerar esse impulso interno é importante entender as teorias motivacionais, o contexto atual da sociedade e o comportamento humano. É interessante olhar também práticas motivacionais fora do ambiente corporativo, como por exemplo nos esportes coletivos.

Algumas teorias motivacionais

A hierarquia das necessidades de Maslow, por exemplo, parte do princípio de se atingir gradativamente as necessidades do ser humano, iniciando pelas básicas e culminando na realização pessoal através de conquistas de grande relevância.

A teoria dos dois fatores de Herzberg definiu fatores higiênicos e os motivacionais. Os fatores higiênicos são extrínsecos, estando associados ao ambiente e condições que as pessoas realizam o seu trabalho. Os fatores motivacionais são intrínsecos, estando relacionados ao papel e responsabilidades do cargo e o desejo de crescimento pessoal. A motivação plena dos profissionais seria atingida com o aumento da complexidade das atividades, proporcionando desafios constantes que tornariam as conquistas mais gloriosas com reconhecimento pessoal.

A teoria X e teoria Y de McGregor eram antagônicas. A teoria “X” foi criada com base nas ideias de Elton Mayo (1933) e tem um enfoque autoritário. Ela encara o profissional como uma pessoa que precisa ser direcionada, controlada e forçada a realizar as atividades. Podemos dizer que parte-se da premissa que o homem não gosta do trabalho sendo necessário força-lo, pois ele não tem ambição e iniciativa própria.
Baseando-se nas ideias de Maslow, McGregor reformula a teoria “X”, criando a teoria “Y”, onde o profissional controla a sua carreira, assumindo responsabilidades e buscando realizações profissionais para atender as suas necessidades de satisfação pessoal.

A teoria da avaliação cognitiva de Deci e Ryan atua sobre o impacto da utilização dos eventos externos na motivação intrínseca nos profissionais. Ela considera que as ações motivacionais nas organizações devem ser aplicadas baseando-se na relação entre os fatores intrínsecos, que tem um caráter individual, com os extrínsecos, que são ambientais, como recompensas monetárias.

Essas teorias são focadas no indivíduo. Elas se aplicavam bem num universo controlado, com atividades repetitivas e conhecidas.

O contexto atual

Atualmente, o problema não é conhecido e muito menos a solução. É necessário ter criatividade e olhar para tudo ao ser redor e não apenas para frente. Temos desafios constantes que nos movem em busca de soluções criativas para problemas pessoais, profissionais e corporativos. Falamos de “muitos para muitos”, aumentando a colaboração e a troca de experiências. Estamos formando grupos multidisciplinares para cocriarmos a todo instante, agora 1 + 1 = 3.

Viver nesse universo com muitos desafios e de intensa inteligência coletiva é perfeito para desenvolvermos a criatividade e a motivação. O individual perdeu força, pois o foco agora é a rede que tem um elevado poder de compartilhar, abrindo muitas possibilidades de geração e transmissão do conhecimento.

O conhecimento e a criatividade passam a ser fatores essenciais para a geração de valor dos produtos e serviços que são criados. Com isso, a capacidade de pensar e inovar se torna um diferencial competitivo. Nesse cenário, o fator motivacional precisa ser trabalhado de forma diferente.

E agora?

Quando estamos falando sobre motivação em ambientes criativos, é interessante conhecer o autor de alguns livros provocativos sobre mudanças no mundo corporativo, o Daniel Pink, que sugere a potencialização do lado direito do cérebro. Um dos seus bestsellers são “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us” e “A Whole New Mind”, que abordam uma nova forma de motivar as pessoas em busca da alta performance.

Na visão do Daniel, o ser humano precisa ter autonomia, ser desafiado e ter um propósito para ser fazer o que deseja. Esses fatores nos mantêm constantemente em movimento para aprendermos de forma evolutiva, fazendo com que o próximo passo seja viável, mas ao mesmo tempo desafiador. Nesse contexto, as recompensas como aumentos salariais, bônus, um final de semana em um hotel de luxo e até mesmo uma melhoria no ambiente de trabalho, têm um impacto temporário na motivação do profissional e algumas vezes até negativo, causando baixo rendimento. A utilização de incentivos e punições já não têm o mesmo efeito, quando precisamos ter pessoas criativas e inovadoras atuando em assuntos desafiadores, que precisam quebrar paradigmas e gerar novos negócios. Quem diria que o Google seria uma empresa de sucesso com grande foco em produtos gratuitos? Como a maior varejista não tem estoque ? Como a maior empresa de táxi não tem sequer um carro? Todas essas quebras de paradigmas e geração de novas oportunidades surgem da necessidade de aprender, colaborar, entender o outro, ter desafios, autonomia, atuar em assuntos interessantes e também se divertir. Proporcionar esses itens para os profissionais pode ser a chave para conseguir motivar as pessoas, fazendo com que elas queiram, por vontade própria, serem melhores a cada dia. Assim, provavelmente os resultados serão extraordinários, sem a dependência de se proporcionar salários ou gratificações enormes, mas é vale lembrar que oferecer o justo é muito importante.

Nos esportes coletivos

Eu gosto muito de relacionar o comportamento e interações das pessoas em ambientes criativos com o que vivenciei no esporte, como jogador de basquete. Nos esportes o trabalho coletivo é essencial e cada um dá o seu máximo por um propósito bem concreto. É interessante observar algumas experiências sobre trabalho em equipe, desafio e fatores motivacionais, aonde o sucesso só virá se tivermos a colaboração e o máximo esforço de cada um.

John Wooden tem uma história de sucesso, por ter sido o treinador que levou o time de basquete da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) a conquistar 10 campeonatos nacionais, sendo sete deles em sequência. A primeira coisa que vem a mente é achar que ele tinha a vitória como a principal meta. Correto? Não! Para Wooden sucesso é “ a paz de espírito proveniente da consciência de que você fez o maior esforço possível para se tornar o melhor dentro do seu potencial”. Esse conceito claro, bem definido e simples, motivou os times de Wooden a buscarem algo além de vencer. Isso proporcionou uma união muito forte dos membros da equipe, onde cada um dava o melhor de si para superar os desafios e atingir as metas do time e não as individuais. Ele colocou em prática esse conceito com a criação da Pirâmide do Sucesso.

A Pirâmide do Sucesso de John Wooden evidencia os comportamentos, atitudes, valores e qualidades que são indispensáveis para o sucesso. “Ela representa o mais alto padrão e o guia mais produtivo para despertar o que há de melhor nas pessoas que estiverem sob minha orientação, bem como em mim mesmo.”, disse John Wooden.

Pirâmide do Sucesso

Com a pirâmide, Wooden definiu conceitos que quando empregados por cada um, valorizam a importância de cada membro do time, não havendo membros menos importantes, mas sim pessoas com competências diversas que são complementares. A ações desses atletas em conjunto com o emprego do esforço máximo, motivou intensamente as equipes de Wooden, tendo como consequência, as vitórias.

Buscando a excelência do seu time, Bernardinho criou a Roda da Excelência baseado nos conceitos de John Wooden. Ela está pautada nos seguintes pontos: trabalho em equipe, liderança, motivação, perseverança, obstinação, superação, comprometimento, cumplicidade, disciplina, ética, hábitos positivos de trabalho.

A roda se movimenta tendo como base um planejamento para se atingir uma meta. Nessa ótica, não se busca vencer, ser campeão ou estabelecer um recorde. Isso será consequência da busca da excelência. O primeiro item da Roda da Excelência é o trabalho em equipe, pois o Bernardinho argumenta: “Como posso ter o melhor atacante sem o melhor levantador? De que serve o melhor levantador sem um bom passador. Como posso ter o melhor time sem a soma desses talentos…”. Com esse pensamento coletivo e pelo fato de encarar a motivação estando relacionada a um propósito do grupo, ele critica a política de premiação individual da federação internacional. O senso coletivo e a necessidade mútua para se atingir os objetivos, são importantes mecanismos motivacionais para o grupo e não individuais, como prega o Bernardinho sobre a divisão da premiação pelos jogadores.

É isso aí!

Em uma empresa não é diferente, pois temos várias áreas envolvidas para o sucesso de uma iniciativa ou projeto. O todo precisa funcionar para que a entrega seja um sucesso. Trabalhar em equipe e explorar as diversidades é muito importante. Além disso, os desafios precisam ser constantes e atingíveis, para elevar o nível do desempenho do time e não o individual. O desafio é outro fator motivacional.

As estratégias motivacionais são apaixonantes pelo impacto que elas têm nos tempos atuais e pela sua importância para proporcionar o máximo da produtividade e realização das pessoas e equipes. É importante entender as teorias clássicas, para adquirir o conhecimento necessário e definir estratégias atuais, para serem aplicadas no momento que estamos vivendo.

As teorias clássicas foram definidas e praticadas em uma época de “certo” ou “errado”, onde a produção era algo mecânico e previsível, com grande foco no indivíduo e por isso na motivação individual. Estamos na época da quebra de paradigmas. Nesse momento o “ou” dá lugar ao “e”. Vivemos em grupo e temos desafios ao nosso redor, precisamos inventar soluções criativas a todo instante. Nesse cenário, a colaboração e o trabalho em equipe são essenciais para alcançar o sucesso. As práticas esportivas e as teorias de Daniel Pink parecem estar mais alinhadas, pois estimulam a união, a colaboração, o desafio, a autonomia e o trabalho em uma equipe multidisciplinar.


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Liderança e o Esporte

Em tempos de Olimpíadas, algumas dicas de leitura.

Entre os vários exemplos de liderança que temos, principalmente na literatura, os que mais gosto são todos aqueles relacionados ao esporte. O Esporte, de fato, nos apresenta a cada dia lições de vida, não é?

Uma série muito legal é a coleção “Na Vida Como no Esporte” da Editora Sextante. O Bernardinho apresenta e comenta os 4 livros de 4 grandes personalidades do esporte e suas histórias de dentro e fora dos campos e quadras.

O primeiro título da coleção é “Nunca Deixe de Tentar” do Michael Jordan. Bem, este cara não precisa de apresentações, né? Ele fala da busca incessante pela excelência e por suas metas, estabelecidas uma a uma.

O segundo livro chama-se “Treinador” de Michael Lewis e sua referência: o treinadordurão Fitz, que trabalhava para transformar e preparar jovens através dos valores do esporte.

Fora do Comum” é o terceiro livro da coleção e foi escrito por um dos maiores técnicos do futebol americano, Tony Dungy e apresenta a liderança pelo exemplo.

Jogando para vencer” fecha a série. John Wooden é uma lenda do basquete americano, com sua Pirâmide do Sucesso: valores e integridade na vida e no esporte.

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Vale a leitura de todos eles. São fininhos e fáceis de ler. Espetáculo!


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O Mundo Prateado e o Aging 2.0

A ViaDigital começou uma parceria muito legal com o Mundo Prateado, que nos enche de orgulho e de entusiasmo.

 

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O Mundo Prateado quer garantir à crescente população que ultrapassa os 60 anos uma vida mais digna e ativa, ajudando idosos, familiares e amigos a encarar a maturidade de forma produtiva e criativa. Nosso papel nesta parceria é, juntamente com meninas responsáveis pelo Mundo Prateado, Marta Pessoa e Maristela Velloso, e ainda com a apoio da Renata Bonora, encontrar soluções facilitadoras, principalmente através de produtos digitais,  para o cotidiano dos idosos e seus familiares, inspirando pessoas e empresas a agir colaborativamente.

 

PaginasE esta parceria já está dando resultados. O Portal está crescendo! Agora, além da área de conteúdo editorial, com histórias inspiradoras e informações úteis à vida desta turma, criamos um Guia de produtos, serviços e profissionais envolvidos na melhoria da qualidade de vida de idosos e suas famílias, o Páginas Prateadas.

 

Startap aging 20Com esta iniciativa também nos credenciamos a participar do Aging 2.0, maior evento global focado em empreendedorismo digital para a terceira idade. Nós ganhamos a etapa do Rio com o Mundo Prateado e vamos estar presente na etapa nacional, que classifica uma startup para o evento mundial, que acontecerá em Outubro em São Francisco na Califórnia. Bem, vamos ver!

 

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O evento foi um sucesso e a Maristela e o Fabrício estiveram lá nos representando e conquistando esta importante etapa.

Conheçam também a nossa página do Mundo Prateado no Facebook e nos curta lá! Acreditamos que nosso Portal poderá ser muito útil a todas as famílias.

 


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