Monthly Archives: fevereiro 2016

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Compartilhando um pouco da Minha Experiência com o Agile: Um Case Especial

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Category : Bússola Digital

Em 2013, comecei uma jornada nova para mim: saí do mundo corporativo para empreender. Certamente não foi uma decisão fácil, mas aconteceu naturalmente. O Juan Bernabó, mestre e referência na evangelização das práticas pragmáticas, e que foi o nosso consultor na adoção de metodologias ágeis na Infoglobo alguns anos antes, de onde eu vim, buscava um parceiro capaz de realizar as entregas (dos projetos e produtos) e trabalhar na transformação dos ambientes. Nesta ocasião, Jesuíno Lopes e eu embarcamos neste processo (posteriormente, o Fabrício Fujikawa se juntou a nós). Nosso objetivo, à época, foi fazer da Teamware, hoje ViaDigital, uma referência neste trabalho de transição para um modelo de gestão mais moderno, garantindo às empresas (clientes) usufruir dos benefícios das entregas ágeis e da geração de valor cada vez mais rapidamente.

E foi exatamente esta a nossa grande motivação: disseminar esta nossa experiência tão rica e tão transformadora. Na verdade, senti-me na obrigação de compartilhar esta vivência! Mostrar para outras empresas que é possível construir uma área de TI diferente, estratégica, pró-ativa e inovadora, capaz de trabalhar com as áreas de Negócio de forma muito integradas, com total transparência na comunicação e com um objetivo comum. Um verdadeiro trabalho colaborativo, onde a equipe possui mais autonomia e responsabilidade, gerando um profundo engajamento e enorme motivação. E onde busca-se o que é melhor para o produto e para empresa e não para um departamento ou outro: o valor para o negócio é colocado em primeiro lugar, permitindo, assim, que as entregas sejam mais rentáveis e enxutas e, consequentemente, mais rápidas e baratas.

Vamos usar o nosso blog para apresentar cases de como isso é possível e como isso acontece. No entanto, para melhor tangibilizar esta harmonia que contei acima, com o foco no objetivo comum, alegria do trabalho colaborativo e atingimento dos resultados num curto espaço de tempo, geramos um pequeno vídeo. Nele, contamos a experiência que tivemos na entrega de uma nova versão do Site do Globo, enquanto ainda estava na Infoglobo. Foi um momento incrível, com uma tremenda equipe e um super desafio para todos os envolvidos, pois, além do prazo “impossível”, este era um projeto muito importante dentro de um grande programa, onde muitas mudanças estavam acontecendo simultaneamente.


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Simplificar: menos pode ser mais

Simplificação – A Arte de Maximizar o Trabalho Não Realizado

Olá,

Tudo bem? Li a frase do título deste post no texto 10 Product Owner Questions, que relaciona 10 perguntas importantes para Product Owners. O post sugere que Scrum Masters podem fazer essas perguntas aos POs, como uma forma de coaching.

No final, apresento o link da matéria completa e vou destacar apenas 3 perguntas: as duas primeiras falam sobre características que vemos constantemente nos projetos em que atuamos e a última porque tem a ver com trabalho colaborativo, uma filosofia que acreditamos e pregamos no dia-a-dia.

1) Como você sabe se o seu produto é bem-sucedido e entrega valor?

Sim, é uma pergunta difícil, muito difícil. Por exemplo, tente responder você em relação à última tarefa que estava fazendo. Nada fácil, não é? Daí vem a importância da pergunta: se não sabemos a resposta, de que adianta fazer o produto (ou a tarefa)?

Mesmo que não seja viável medir o sucesso do produto e sua entrega de valor, é importante exercitar este raciocínio. Repare que “não ser viável medir” é diferente de “não ter métricas”.

Por exemplo, para este texto que estou escrevendo, uma possível métrica de sucesso e de entrega de valor poderia ser o percentual de pessoas que refletiram sobre suas próprias atividades, priorizaram algumas e despriorizaram outras, a partir da sua leitura.

É claro que, na prática, medir isso seria muito difícil. Mas, a métrica existe. Percebe a diferença? (E notou que o título do artigo está alinhado com a métrica?)

2) Que funcionalidades devem ser removidas do produto? Como você sabe que elas devem ser removidas? Como você pode afirmar que uma funcionalidade não pode ser removida?

A gente costuma bater muito nesta tecla em relação às histórias do backlog, mas o que achei interessante nesta pergunta foi que ela fala sobre funcionalidades já presentes no produto. Isso mesmo: trabalho já realizado. Por que então gastar mais trabalho para remover um trabalho já desperdiçado?

O autor do texto fala que é importante remover as funcionalidades que tem um ROI negativo, e que entender as funcionalidades realmente essenciais e o quão enxutas elas podem ser, é uma habilidade fundamental para aumentar a agilidade do produto.

Fiquei pensando se a gente fazia isso em nossos próprios projetos. Daí me lembrei de um aplicativo para o qual fomos contratados para fazer a manutenção evolutiva. Recentemente, sugeri remover de uma lista de um filtro de busca cerca de 90% dos seus itens, pois eles resultavam em um resultado vazio quando eram usados como filtro.

Acho que pode ser considerado um caso que se enquadra nesta pergunta: nossa proposta foi a de enxugar uma funcionalidade já existente, removendo opções que, no fundo, não tinham utilidade e prejudicavam a experiência do usuário.

Simplificar: menos pode ser mais

Simplificar: menos pode ser mais (foto: Ana Cotta)

3) Você ficaria tranquilo deixando a equipe de desenvolvimento rodar os próximos dois sprints sem falar com você?

Apesar de parecer o contrário, uma resposta positiva para esta pergunta depende muito de uma cultura de trabalho colaborativo. Quando o PO tira férias, por exemplo, ele tem um substituto que assume bem seu lugar? Se o PO realmente ficar indisponível, a equipe de desenvolvimento consegue falar com outros stakeholders, se necessário?

Para isso, primeiramente, o PO tem que:

  • passar as histórias com um bom nível de detalhes para o time;
  • comunicar a visão e estratégia de produto para todos;
  • deixar o backlog organizado com as próximas histórias razoavelmente detalhadas e priorizadas.

Enfim, o PO tem que fazer adequadamente o seu “dever de casa”, o que é ótimo, porque ele ganha mais tempo livre para focar nas suas outras atividades: estudo de mercado e concorrência, principalmente.

Mas, acima de tudo, as pessoas envolvidas tem que trabalhar colaborativamente pelo objetivo comum e não pensando apenas na sua área de conhecimento ou no seu departamento.

 

Espero que você gostado! Leia aqui a matéria 10 Product Owner Questions e deixe seus comentários abaixo.

Um abraço,

Fabrício Fujikawa
ViaDigital.Solutions
Métodos de startups aplicados a soluções empresariais


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